Uma vida sustentável

O mundo atual é capitalista e portanto consumista. Isso porque o capitalismo tem a mídia, a propaganda de divulgação que para se vender no mercado aposta em todos os estímulos visuais, sonoros e estéticos possíveis para que o consumidor se apaixone por promessas. Esse fenômeno tem acontecido em grande e pequenas escalas em todas as áreas de nossas vidas, quem se vê lavando roupas na mão sem um sabão em pó e amaciante? Quem se vê acordando sem ter no mínimo três aparatos considerados super necessários para nossa higiene como escova e pasta de dentes e o papel higiênico?
Na vida tudo tem uma solução prática a ser considerada sem que voltemos à Idade Média e sem uma contribuição para um mundo apocalíptico. Considerando que o nosso país em relação à toda a União Européia com taxa de reciclagem de 46% é de apenas 3%, nós precisamos reavaliar nosso consumo e principalmente nossa relação com o próprio lixo que produzimos, isso se dará através de educação e consciência ambiental.
Psicologicamente falando, tudo o que é considerado ruim ou fétido nós ignoramos, passa a não ter qualquer serventia. Essa tem sido a nossa realidade, olhamos para o que é bonito em prateleiras e esquecemos que aquele produto um dia vai fazer parte do que nós ignoramos completamente: lixo. A falta de noção e conhecimento ambiental nos faz descartar de qualquer forma tudo o que produzimos diariamente em nossas vidas, principalmente porque grande parte da população não faz ideia de onde é levado e o que é feito com todo esse lixo que sai de nossas casas e vai para um grande balde de lixo do lado de fora. É exatamente nesse processo de "lixo de casa x lixo de fora" que damos "fim" ao que consumimos. Será?
Descartamos o que não tem mais serventia e deixamos do lado de fora onde outra pessoa passa a ser encarregada e responsável por aquilo tudo que foi nosso e não foi dela. Esse processo acontece justamente porque o que está fora da nossa vista ou não faz parte de nossas vidas não nos interessa mais, principalmente quando isso não nos afeta diretamente. Somos uma sociedade individualista, com coisas e com pessoas.
Descartamos o que não tem mais serventia e deixamos do lado de fora onde outra pessoa passa a ser encarregada e responsável por aquilo tudo que foi nosso e não foi dela. Esse processo acontece justamente porque o que está fora da nossa vista ou não faz parte de nossas vidas não nos interessa mais, principalmente quando isso não nos afeta diretamente. Somos uma sociedade individualista, com coisas e com pessoas.
Alimentar o capitalismo com o consumo inconsciente e excessivo gera mais lixo (pensemos no lixo industrial somado ao de consumo) e esse lixo prejudica a todos nós. Devemos pensar desde a pessoa que compra, gera e descarta seu lixo à pessoa que vai cuidar do recolhimento desse lixo individual em um e para um coletivo e principalmente nas pessoas que vão ser afetadas por esse lixo (pessoas de regiões próximas ou pessoas de baixa renda se alimentando do lixo), no que isso de fato representa para o todo.
O nosso lixo não possui um fim na lata de lixo fora de nossas residências, mas em um terreno com centenas de resíduos descartados por toda a população local, quando não acabam em boeiros, contribuindo para proliferação de pestes (baratas, mosquitos da dengue e outros) e doenças em pessoas e animais domésticos contaminados ou não, exemplos: cachorro, gato, porco, pássaros, cobras, capivaras, ratos e outros tantos, além da poluição de rios que gera enchentes e do ar, que gera diversos problemas respiratórios. É importante pensar além de nossos tetos quando lidamos com coletivo, o mundo está além do conforto das nossas casas.


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